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Turismo no Tibete: o que você precisa saber antes de viajar

Terra mística e isolada do mundo — tanto por motivos naturais quanto políticos —, o Tibete atrai atenção de muitos turistas inspirados em histórias fantásticas de viajantes, como a que inspirou o filme “Sete Anos no Tibete”. A verdade é que hoje é possível fazer turismo no Tibete (território ainda ocupado pela China) com menos dificuldades, o que permite conhecer de perto os templos e a cultura milenar do berço do budismo vajrayana (também conhecido como budismo tibetano).

Independência e ocupação

O Tibete fica no coração da Ásia, fazendo fronteira com Índia, Paquistão e Nepal, além de ser vizinho de Mianmar no sudeste. Em outras palavras, o posicionamento de seu território é estratégico para que a China tenha fácil acesso aos seus vizinhos. Além disso, sua geografia é montanhosa e fica na parte mais alta do planeta. Não por acaso, o Tibete tem o apelido de “Teto do Mundo” e é lá que se encontra o monte Everest, o ponto mais alto da Terra.

Por conta dessa localização estratégica, China e Tibete já viveram longos anos de disputa territorial — bem antes dos comunistas liderados por Mao Tsé Tung tomarem a província para si, diga-se de passagem.

A independência de fato do Tibete aconteceu por um breve período (de 1912 a 1951), mas, antes disso, mongóis e ingleses também tentaram tomar posse do território. Por conta do rígido controle chinês na região, seu líder espiritual e chefe de estado Dalai Lama hoje vive refugiado na Índia.

Como chegar ao Tibete?

Por conta dessa história conturbada, fazer turismo no Tibete exige alguns preparativos particulares. Antes de tudo, é preciso emitir o visto chinês. Depois, é preciso contratar um pacote em uma agência de viagem local. Só essas empresas têm permissão para solicitar a autorização especial de entrada na região. O ideal é fazer turismo no Tibete em grupo, mas há guias que também levam turistas solitários.

Com tudo pronto, é preciso decidir como chegar ao território. Há três maneiras: avião (vindo da China ou do Nepal), trem (vindo da China) ou terra (saindo de Katmandu, no Nepal). Um detalhe importante é que turistas são proibidos de entrar no Tibete durante o Losar, o ano novo tibetano. Esse festival acontece em meados de fevereiro e março e dura cerca de 15 dias.

O que fazer e o que visitar?

Para fazer turismo no Tibete é preciso ter um guia com motorista, já que turistas são proibidos de usar transporte público ou alugar automóveis. Por isso, não hesite em pedir a ele indicações de locais para visitar, como restaurantes ou lojas. Lembre-se também de pedir ajuda caso o corpo dê sinais de fraqueza, já que a região fica a quase 5 mil metros acima do mar.

No mais, há três cidades principais para fazer turismo no Tibete: Lhasa, Gyantse e Shigatse.

Em Lhasa, um ponto imperdível é o imponente Palácio de Potala, a antiga residência do Dalai Lama, que atualmente é um museu e ponto de peregrinação. Outro lugar inesquecível é o templo de Jokhang, o local mais sagrado dos tibetanos. Por fim, vale conhecer também a rua Barkhor, uma rota circular onde os peregrinos fazem suas orações e um local onde é possível encontrar lojas e restaurantes típicos.

Já em Gyantse, destaca-se o Mosteiro Pelkor Chöde, que abriga três vertentes do budismo tibetano. No meio da viagem é possível avistar, em meio às montanhas, o lago sagrado Yamdro Tso. Já em Shigatse, a atração é o mosteiro de Tashilhunpo, que é a sede do Panchen Lama, a segunda maior autoridade espiritual do Tibete atrás do Dalai Lama.

De lá também é possível conhecer uma parte do monte Everest. Quem tiver disposição e espírito de aventura, pode visitar o Acampamento Base do Everest, que fica a 5.150 metros acima do nível do mar.

Quais cuidados tomar ao fazer turismo no Tibete?

Andar em um lugar com uma altitude tão alta exige alguns cuidados para evitar o chamado “Mal da Montanha”, que pode estragar sua viagem. Os principais sintomas são falta de ar e de apetite, mal estar e insônia. Em casos mais graves, hemorragia, febre, dor de cabeça persistente e edema pulmonar ou cerebral.

Por isso, a dica é reservar ao menos um dia após a chegada para aclimatação, evitando fazer qualquer esforço físico. Também pede-se para evitar álcool, beber muita água e ingerir alimentos leves e calóricos, como chocolate, barra de cereais e frutas. Em casos mais extremos, há a opção de comprar balões de oxigênio no comércio local.

Na dúvida, siga as recomendações do guia e o alerte sempre que não estiver passando bem. Ele pode reservar um período para o corpo descansar ou, se for o caso, recomendar um hospital que atenda turistas.

Fonte: Tibet Travel, Tô Pensando em Viajar e Brasil Escola
Texto: Igor Nishikiori, com edição de Julio Simões

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