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Student Direct Stream (SDS): recurso agiliza visto canadense de estudo

Brasileiros interessados em fazer intercâmbio no Canadá podem agilizar a emissão do visto de estudo por meio do Student Direct Stream (SDS), recurso que existe desde 2018, mas que só foi liberado para imigrantes do Brasil e de outros seis países da América do Sul e Caribe em julho de 2021.

Para ajudar quem está considerando viajar ao Canadá para estudar, reunimos a seguir as principais informações sobre esse dispositivo, que libera a autorização de estudo (study permit) em aproximadamente 20 dias corridos, prazo bem menor do que o normal. Confira:

O que é Student Direct Stream e para que serve?

Como dito, trata-se de um recurso criado pelo Canadá em 2018 para agilizar a emissão do visto de estudos e atrair mais estrangeiros ao país.

Em 2018, as primeiras nações autorizadas a usufruir do SDS foram Índia, China, Filipinas e Vietnã. Já em 2019, o programa foi expandido pelo Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) para países como Paquistão, Senegal e Marrocos.

Em 2021, sete países latinos (Brasil, Colômbia, Peru, Costa Rica, Antigua e Barbuda, São Vicente e Granadinas e Trinidad e Tobago) foram incluídos no programa. Brasileiros e colombianos, aliás, foram responsáveis por 90% dos 16 mil pedidos de autorização de estudo oriundos destes sete países em 2019, tendência que deve seguir nos próximos anos.

Além disso, a decisão de aumentar a lista de países da SDS também tem fundo econômico, já que estrangeiros são uma importante fonte de renda do Canadá. Em 2018, por exemplo, os intercambistas foram responsáveis por gastos na faixa de US$ 22 bilhões, o equivalente a 17,4% de todas as exportações do país naquele mesmo ano.

Como usufruir desse recurso?

Os interessados obter o visto de estudos do Canadá precisam, em primeiro lugar, obter uma Carta de Aceitação (Letter of Acceptance-LOA) de uma instituição de ensino autorizada a receber estudantes internacionais (Designated Learning Institution-DLI). Depois disso, é necessário pedir a autorização de estudo (study permit) junto ao IRCC.

A partir daí, o candidato pode recorrer ao SDS para conseguir acelerar o processo da emissão dessa permissão. Para isso, precisa fornecer informações adicionais antecipadamente, permitindo que os oficiais façam uma avaliação completa mais rapidamente.

Entre as exigências para usufruir do SDS, o estudante precisa comprovar proficiência em inglês ou francês e ter um Certificado de Investimento Garantido (GIC), investimento com taxa de retorno garantida por um período fixo.

Atualmente, o governo canadense exige GIC de 10 mil dólares canadenses (aproximadamente 45 mil reais) para validar o SDS. Esse depósito, que deve ser feito em banco canadense, serve como prova de que o estudante será capaz de se sustentar financeiramente durante os estudos. Portanto, não é recomendável contar com esse dinheiro durante a viagem, já que ele ficará retido até o fim do intercâmbio.

Por fim, o interessado em estudar no Canadá também deve realizar os exames médicos requisitados e fornecer dados biométricos antes de solicitar o SDS. Feito isso, a expectativa é que o visto de estudos seja emitido em torno de 20 dias corridos, prazo bem menor do que o normal.

O que mais devo saber sobre estudar no Canadá?

A principal informação que você precisa saber é que a autorização de estudo (study permit) não vale como visto e, portanto, não garante a entrada no país. Para conseguir esse acesso, é preciso obter o visto de visitante ou a autorização eletrônica de viagem (eTA).

Somente após obter um deles é que o intercambista deve solicitar a autorização, que será anexada aos documentos, autorizando a viagem.

Para saber mais sobre o assunto ou contar com ajuda profissional, entre em contato com a CELESTINO. Nosso time é especializado na emissão de vistos para o Canadá e te acompanha em todas as fases do processo, minimizando riscos e evitando contratempos.

Texto: Julio Simões

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