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Havaí: dicas para aproveitar o melhor do berço do surfe

Paraíso do surfe e das ondas gigantes, o Havaí é um destino pouco conhecido mesmo dos norte-americanos por conta da distância do continente. Quem visita, porém, garante que o arquipélago é quase um paraíso na terra. Mesmo quem não sabe surfar pode curtir as belezas naturais da região e conhecer sua rica cultura local, que tem culinária cheia de sabores surpreendentes.

Saiba mais sobre o Havaí e descubra se ele tem tudo para ser seu próximo destino nas férias. Aloha e mahalo!

Rei Kamehameha!

Hoje o Havaí é estado dos Estados Unidos, mas você sabia que ele já foi um reino? Logo após a chegada da esquadra inglesa de James Cook (que seria morto em meio a um entrevero com a população local), o líder Kamehameha unificou as ilhas do arquipélago e declarou o nascimento do Reino do Havaí em 1795.

No século seguinte, a região foi recebida por missionários cristãos, mercadores, caçadores de baleias e funcionários de empresas agrícolas — chamados pelos locais de h’aole. Com isso, também vieram doenças que acabaram dizimando parte da população local: de 300 mil habitantes na época da chegada de Cook, o número de nativos caiu para 70 mil em 1853.

Com a população fragilizada, colonos norte-americanos derrubaram o rei e estabeleceram uma República em 1893. Em 1898, o Havaí passou a fazer parte do território americano. Um dos motivos desse interesse é seu posicionamento estratégico: localizado no centro do Pacífico, serviria como entreposto para chegar em qualquer país da Ásia e da Oceania.

Surfe como religião

A tradição de navegar pelas ondas se equilibrando em pranchas é antiga e foi levada ao Havaí por povos originários da Polinésia. Foi em terras havaianas, porém, que a prática se tornou parte da cultura local e ganhou um significado espiritual para seus praticantes. O ritual de surfar ia desde a escolha da árvore para fazer a prancha até a hora de cair no mar, na qual se pedia proteção aos deuses para enfrentar as poderosas ondas.

Com a chegada dos missionários, a cultura nativa foi sufocada e o surfe quase foi varrido do mapa. Isso só mudou no começo do século 20, quando o escritor Jack London visitou o Havaí e conheceu alguns homens que estavam tentando reviver a prática. Na volta para casa, London acabou publicando um artigo intitulado “O Esporte de Reis”, que acabou popularizando o surfe nos EUA e depois no mundo.

Se quiser conhecer mais sobre a cultura havaiana e a história do surfe, uma boa pedida é visitar o Bishop Museum em Honolulu.

Olha a onda

O Havaí não é considerado o paraíso do surfe por acaso. Sua geologia particular permite a formação de diversos tipos de ondas, incluindo as famosas (e temidas) ondas gigantes.

Considerada a meca do surfe, a região de North Shore na ilha de Oahu é conhecida justamente por ondas que podem chegar a 10 metros de altura. Algumas de suas praias, como Sunset Beach e Banzai Pipeline, são consideradas locais míticos e costumam ficar apinhadas de surfistas durante a alta temporada. Porém, quem está começando pode encarar praias mais calmas, como Puaʻena Point e Chun’s Reef, onde inclusive há escolas que ensinam surfistas de primeira viagem.

Como ondas perfeitas não faltam no Havaí, a dica dos veteranos é alugar um carro (ou mesmo comprar um usado) e sair por aí atrás de bons picos pela ilha.

Havaí não é só surfe

Se surfar não é sua praia, o Havaí tem outras atrações. Na ilha de Oahu mesmo é possível encontrar locais para praticar mergulho, caiaque ou stand up paddle. Quem quiser uma coisa mais urbana, pode curtir o agito da noite de Honolulu, além dos mais diversos restaurantes para todos os gostos.

Quem quiser algo diferente pode pegar um avião para Maui. A região é conhecida como um santuário de baleias, por isso não é raro avistá-las da costa. O local também é ótimo para fazer trilhas e tirar fotos do alto das montanhas.

Outra opção é visitar a ilha de Havaí, mais conhecido como Big Island por ser a maior do arquipélago. A região, que já foi a sede do reino havaiano, é famosa por seus vulcões. Quem quiser caminhar próximo a um deles, a pedida é visitar o Hawai’i Volcanoes National Park, onde fica o vulcão Kilauea. Vez ou outra ele entra em erupção e muda completamente o cenário da ilha. Até por conta disso, algumas praias da Big Island têm areia preta, o que cria uma imagem bastante curiosa.

Culinária para todos os paladares

Se você ama poke, uma espécie de salada feita de peixe cru bem temperado, vai certamente se deliciar com os outros pratos típicos da cozinha havaiana. Por conta do grande fluxo migratório nas ilhas a partir do século 19, a culinária local sofreu forte influência da comida chinesa, japonesa, filipina, europeia e norte-americana.

Um exemplo disso é o saimin, um ensopado de macarrão que lembra o lámen japonês e é vendido até nos McDonald’s locais. Já o manapua, um bolinho de carne feito no vapor, foi levado por imigrantes chineses e é um petisco comum para matar a fome a qualquer hora do dia. Já o loco moco é uma grande mistura: vai arroz, hambúrguer, ovo e molho gravy, podendo ainda adicionar bacon, linguiça e macarrão.

De sobremesa, a pedida é a tradicional malassada portuguesa (que ganhou um toque local), bolinhos de mochi recheados e, claro, muitas frutas. Elas podem ser apreciadas sem acompanhamentos ou em meio a sorvetes, bolos e até tigelas de açaí. Enfim, comer bem não é problema por lá.

Como chegar ao Havaí?

Como já é de se imaginar, não há voos diretos para o Havaí saindo do Brasil. Antes de ir ao arquipélago é preciso fazer uma escala nos EUA, normalmente na Califórnia. De lá, são ao menos cinco horas de voo até chegar às remotas ilhas do Pacífico.

Muita gente se pergunta se vale a pena visitar outras ilhas além de Oahu, onde ficam Honolulu e North Shore. A resposta depende da disponibilidade de tempo de cada turista, mas é preciso lembrar que para trafegar pelas ilhas é preciso pegar um avião ou um ferry boat que conecta as ilhas de Maui, Lanai e Molokai e partem três vezes ao dia.

Dicas para quem vai ao Havaí

O transporte público no Havaí se restringe aos ônibus municipais, por isso o ideal para transitar pela ilha é alugar um carro. Para isso basta ter a documentação brasileira (CNH) válida, embora o recomendado para evitar transtornos é possuir uma Permissão Internacional para Dirigir (PID).

Como funciona a habilitação para dirigir nos Estados Unidos?

Além disso, recomendamos também contratar um serviço de internet para smartphone para curtir as belezas do Havaí sem precisar “caçar” redes Wi-Fi por aí. Uma opção interessante é o MysimTravel, que é válido em mais de 200 destinos e pode ser ativado ainda no Brasil. Confira no site especial algumas ofertas exclusivas para o território norte-americano.

Outra dica essencial é contratar um seguro-viagem. Em caso de acidentes, mesmo um procedimento médico simples pode custar alguns milhares de dólares. Por isso, caso você vá fazer uma atividade radical, não economize nesse quesito.

Por fim, não se esqueça que é preciso de um visto válido e um passaporte com ao menos seis meses do prazo de vencimento. Se você ainda não possui o visto de entrada, recomendamos fazer todos os trâmites com antecedência para evitar surpresas desagradáveis.

Como aumentar as chances de conseguir o visto americano?

Em caso de dúvidas, entre em contato com a CELESTINO e solicite nossa assessoria especializada.

Texto: Igor Nishikiori, com edição de Julio Simões

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