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Festival das cerejeiras no Japão: qual é a melhor época?

Uma das épocas mais procuradas por turistas que querem viajar ao Japão é a primavera, que vai de março a junho. É nessa estação do ano que se pode contemplar o desabrochar das famosas “sakuras” (ou flor de cerejeira), um dos símbolos do país. O problema é que o festival das cerejeiras no Japão dura somente alguns dias por ano, por isso é importante se programar com antecedência.

O “Hanami”, “observar as flores” em japonês, é um costume tradicional daquele povo. Durante a época de florada, é comum ver famílias e grupos de amigos fazendo piqueniques ao redor das árvores nos principais parques das cidades. Nesse período, milhares de pessoas também se reúnem em festivais ao ar livre, com música e comida.

A seguir, tiramos algumas dúvidas a respeito desse evento cultural e contamos os melhores períodos para ver as sakuras no Japão. Confira:

Quando será o festival das cerejeiras no Japão em 2019?

No começo de 2019, a Agência de Meteorologia do Japão (JMC) divulgou a previsão das melhores datas para ver o desabrochar das sakuras. Os períodos se dividem em kaika (o começo do desabrochar) e mankai (auge do florescer). Depois disso, as flores começam a cair e as copas das árvores ficam menos vistosas.

Cada região possui uma data específica para esses dois eventos, que formam o festival das cerejeiras no Japão. Em Tóquio, ele acontecerá em 24 de março (kaika) e vai até 31 de março (mankai). Já em Quioto, o período estimado vai de 26 de março a 3 de abril. Em Osaka, de 27 de março a 3 de abril. Por fim, em Hiroshima, de 23 de março a 1º de abril.

A parte boa é que, caso você perca a melhor época de Hanami em uma região, ainda haverá chance de apreciar em outra. Em geral, quanto mais ao norte, mais tarde o desabrochar. Em Hokkaido, por exemplo, o evento acontecerá entre 4 e 8 de maio de 2019.

Qual o significado do Hanami?

Para os japoneses, a primavera também significa o começo de um novo ciclo. As escolas japonesas iniciam seu ano letivo em abril. Também nesse período, muitas empresas iniciam seu ano fiscal e, em geral, é a época em que funcionários contratados começam a trabalhar nos escritórios.

O motivo disso é histórico. Em tempos antigos, o florescer das cerejeiras marcava o início da colheita de arroz. Muitos acreditavam que deuses habitavam as árvores, então era comum que oferendas com saquê fossem deixadas embaixo delas. Por conta do seu breve período de florescimento, o Hanami também tem uma conotação filosófica e espiritual, representando a efemeridade da vida.  

O costume de fazer encontros com festa e comida ao redor das cerejeiras foi notabilizada no período Heian (794 – 1185) e acontecia apenas entre membros das Cortes Imperiais. Algum tempo depois, os samurais também adotaram a prática do Hanami e o costume se espalhou pela população, que hoje contempla as sakuras durante o festival das cerejeiras no Japão.

O que fazer no Hanami?

Durante a época do festival das cerejeiras no Japão, é comum ver grupos nos parques fazendo piqueniques ou até mesmo churrascos sob as árvores. Como os espaços são disputados, muitos chegam logo de manhã para pegar um bom lugar e aproveitar a tarde.

Outra opção para quem quiser curtir a temporada é participar dos Sakura Matsuri, festivais de rua que acontecem nessa época, com diversas barracas de comida e bebidas, além de apresentações com música.

Também é época de se deliciar com alguns produtos exclusivos da estação, como refrigerantes, sorvetes e chocolates com sabor de sakura. E, claro, aproveitar a bela paisagem para tirar muitas fotos de recordação.

E o visto para o Japão?

Ficou interessado em ver de perto as maravilhas do festival das cerejeiras no Japão? Pois então prepare-se: o governo japonês costuma ser especialmente criterioso com a documentação de visto, o que requer planejamento e atenção do viajante. Neste sentido, a CELESTINO está à disposição para dar todo o suporte no preenchimento do questionário, pagamento da taxa e entrada no consulado, de acordo com a jurisdição de atendimento – entre em contato conosco. Para saber mais sobre a documentação requisitada, acesse a página do Japão aqui no site. 

Texto: Igor Nishikiori, com edição de Julio Simões