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Estudar nos Estados Unidos: o que você precisa saber

Não é difícil entender porque tanta gente quer estudar nos Estados Unidos. Além do ensino ser reconhecido como um dos melhores do mundo, o país oferece excelente qualidade de vida e permite ao viajante conhecer gente do mundo todo, vivendo experiências inesquecíveis.

Como este é o segundo destino mais procurado por brasileiros que desejam estudar no exterior, de acordo com a Pesquisa Selo Belta 2018, preparamos um guia com as principais dúvidas sobre como estudar nos Estados Unidos. Confira: 

Qual curso fazer nos Estados Unidos?

Antes de arrumar as malas e comprar as passagens, é importante definir o que estudar nos Estados Unidos. Se a ideia é aprender o inglês básico, o ideal é fazer um curso de idiomas tradicional para aprender a gramática correta. Se o objetivo é aprimorar e praticar a língua, há a opção de fazer um curso profissionalizante de curta duração (administração ou negócios, por exemplo) ou até mesmo um curso de verão com atividades extras (como fotografia ou culinária).

Há ainda cursos específicos para quem quer tirar certificação TOEFL ou IELTS e até o High School, o Ensino Médio dos Estados Unidos, para adolescentes de 15 a 17 anos. Depois disso, também é possível ingressar em uma graduação, pós-graduação ou então em uma extensão universitária em alguma instituição norte-americana. 

Existe idade ideal para estudar nos EUA?

A resposta é não. Tirando quem pretende fazer High School, qualquer pessoa pode fazer intercâmbio para estudar nos Estados Unidos. Inclusive, tem crescido a quantidade de pessoas na terceira idade e também de crianças procurando estudar no exterior, mostrando que sempre é tempo de adquirir novos conhecimentos.

Vou perder o ano letivo se fizer o High School?

Não. Apesar do Ensino Médio americano ter menos matérias obrigatórias que o nosso currículo nacional, é possível validar seu tempo de estudo em qualquer escola brasileira. O Ministério da Educação (MEC), porém, obriga que o aluno curse as seguintes matérias em seu ano letivo nos Estados Unidos: Matemática, Língua (inglês), Ciências (Química, Física ou Biologia), Estudos Sociais (História, Geografia ou similar) e Educação Física. Além disso, é preciso apresentar o histórico escolar emitido pela escola norte-americana e validá-lo no consulado brasileiro nos EUA. Sem isso, o aluno corre o risco de ter que refazer o ano no Brasil.

É possível trabalhar e estudar nos Estados Unidos?

Sim, essa possibilidade existe, mas é preciso se atentar ao tipo de visto. O tipo J-1, normalmente exigido para intercâmbio, permite trabalhar dentro da escola ou do campus, em restaurantes, bibliotecas e cafés internos. Durante o período das aulas, a carga horária máxima deste trabalho deve ser de 20 horas semanais. Já nas férias, é permitido fazer o período integral de trabalho.

Quem possui esse visto também pode trabalhar no sistema au pair, no qual o intercambista de até 30 anos (em geral, mulheres) mora e trabalha em casa de família, ajudando nas tarefas domésticas e no cuidado com os filhos.

Já quem possui o visto F-1, exigido a quem vai fazer o Ensino Superior nos Estados Unidos, não pode trabalhar durante o primeiro ano de estudo. Além disso, não é qualquer vaga que pode ser preenchida pelo aluno, somente postos dentro do campus ou em empresas que tenham algum vínculo com a universidade.

Por fim, estudantes com visto M-1 não podem trabalhar e estudar consecutivamente no país. Só ao fim do curso é permitido aceitar uma vaga de trabalho, desde que relacionada à sua área de estudo. Esse direito vale por até seis meses após o fim do curso. 

Quanto custa estudar nos EUA?

Tudo depende do tipo de curso que você pretende fazer por lá. Em geral, cursos de inglês de um mês em cidades grandes, como Nova York e San Francisco, exigem investimento de R$ 8 mil a R$ 10 mil, sem contar o custo da passagem aérea e das despesas pessoais. Nesses casos, o “homestay (modalidade em que o viajante mora em uma casa de família durante o período de estudos) é uma boa ideia para quem quer economizar.

Já para fazer faculdade nos EUA, a coisa é mais complexa. Instituições renomadas e extremamente disputadas, como Harvard e MIT, cobram as chamadas tuitions (pagamento à instituição de ensino pelos serviços educacionais prestados), que custam cerca de US$ 47 mil a US$ 49 mil por ano letivo. Mas, caso o estudante cumpra os requisitos, é possível tentar uma bolsa de estudo.

Uma opção mais em conta são as community college, instituições públicas de Ensino Superior que oferecem apenas os dois primeiros anos da graduação. Normalmente, alunos dessas instituições acumulam créditos para depois se transferirem para uma outra universidade. Não raro, é possível encontrar communities colleges que cobram menos de US$ 10 mil por ano letivo.

Como conseguir bolsa de estudo para estudar nos Estados Unidos?

Há diversas maneiras de conseguir bolsas para estudar nos Estados Unidos, tanto nos cursos de graduação quanto nos de pós-graduação. Inscrever-se diretamente na instituição de ensino é uma delas, e é bem provável que ela exija vários comprovantes e materiais extras para aprovar sua condição de necessidade financeira ou de mérito.

Também é possível conseguir bolsas por meio de programas do governo norte-americano, como o Oportunidades Acadêmicas. Há ainda instituições brasileiras que ajudam a financiar o estudo de brasileiros no exterior, como o Instituto Ling, a Fundação Lemann e a Fundação Estudar.

Quais os documentos necessários para o intercâmbio?

Isso também depende do tipo de curso que o estudante irá fazer, mas em geral são:

  • Passaporte válido com prazo de validade de mais de seis meses
  • Visto de estudante
  • Carta de aceitação da escola
  • Passagens de ida e volta
  • Extrato bancário

Clique aqui para acessar a lista completa de documentos para estudar nos Estados Unidos

Nos casos de graduação ou pós-graduação é preciso ainda comprovar a fluência em inglês apresentando o certificado do TOEFL ou IELTS. Além disso, quem pretende dirigir nos Estados Unidos deve solicitar a Permissão Internacional para Dirigir (PID) – saiba mais aqui.

No mais, caso precise de ajuda com a documentação de viagem e com a emissão dos vários tipos de visto para estudar nos Estados Unidos, entre em contato conosco.

Texto: Igor Nishikiori, com edição de Julio Simões

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