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Diferenças entre vistos ETA Canadá, ETA Austrália e ESTA EUA

Desde 2017, o Brasil está entre os países beneficiários do ETA Canadá, documento eletrônico que diminui a burocracia e, consequentemente, agiliza a entrada de viajantes de determinados países a este destino. Mas você sabe o que significa isso na prática? 

Neste texto, vamos explicar o que significa a sigla, quais países estão aptos a solicitar este tipo de visto e qual a diferença para documentos semelhantes, como o ETA Austrália e o ESTA EUA. Confira: 

ETA Canadá

Em primeiro lugar, ETA é a sigla para Electronic Travel Authorization (Autorização Eletrônica de Viagem, em inglês), sistema digital que padroniza a triagem de entrada de viajantes de determinadas nacionalidades, facilitando o processo.

Por enquanto, o Canadá é o único país que permite que brasileiros entrem em seu território usando este tipo de autorização – além de viajantes de outros 59 países. Em termos práticos, ela substitui o visto canadense e é válida por cinco anos ou até a data de expiração do passaporte.

No entanto, para tirar o ETA Canadá é preciso cumprir um dos dois requisitos:

  • Ter emitido o visto canadense nos últimos 10 anos, mesmo que este já tenha expirado;
  • Possuir um visto norte-americano válido.

As vantagens de poder solicitar o ETA Canadá são a velocidade da resposta (menos de duas horas) e o baixo custo (apenas 7 dólares canadenses, menos de R$ 20 na cotação atual). A desvantagem, por outro lado, é a obrigatoriedade de chegar ao país por via área – caso você chegue ao Canadá por terra ou mar será necessário emitir o visto tradicional. 

Para outras dúvidas com relação ao visto canadense, confira nosso pequeno guia sobre o assunto.

ETA Austrália

Diferentemente do ETA Canadá, a autorização eletrônica de viagem adotada pela Austrália é bem menos abrangente, com apenas 35 países na lista:

  • União Europeia*
  • Brunei
  • Canadá
  • Cingapura
  • Coreia do Sul
  • EUA
  • Hong Kong
  • Japão
  • Malásia

*Os cidadãos europeus devem solicitar obrigatoriamente o documento em agências de viagem, companhias aéreas ou empresas autorizadas.

O documento é válido por 12 meses ou até a data de expiração do passaporte e permite que o viajante fique por até três meses seguidos no país, sem limite de visitas. O custo é de 20 dólares australianos (cerca de R$ 53 na cotação atual).

IMPORTANTE: ETA australiano não permite que o solicitante trabalhe no país nem estenda sua estadia. Para esses fins, o ideal é conseguir um visto australiano tradicional. Vale lembrar que o visto de estudante permite exercer trabalho remunerado, desde que limitado a 20 horas semanais.

Para mais informações sobre visto australiano, acesse nossa página especial sobre o país.

ESTA EUA (ou ESTA USA)

O ESTA é a sigla em inglês para Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem. Ele permite que cidadãos de 38 países possam entrar nos EUA sem a necessidade de visto. Infelizmente, o passaporte brasileiro também não está contemplado neste programa, assim como o ETA Austrália. Atualmente, o ESTA EUA está disponível para cidadãos dos seguintes países:

  • Andorra
  • Austrália
  • Áustria
  • Bélgica
  • Brunei
  • Chile
  • República Checa
  • Dinamarca
  • Estônia
  • Finlândia
  • França
  • Alemanha
  • Grécia
  • Hungria
  • Islândia
  • Irlanda
  • Itália
  • Japão
  • Letônia
  • Liechtenstein
  • Lituânia
  • Luxemburgo
  • Mônaco
  • Países Baixos
  • Nova Zelândia
  • Noruega
  • Portugal
  • República de Malta
  • San Marino
  • Cingapura
  • Eslováquia
  • Eslovênia
  • Coreia do Sul
  • Espanha
  • Suécia
  • Suíça
  • Taiwan
  • Reino Unido

Porém, se você tiver dupla cidadania e possuir o passaporte desses países também poderá entrar nos EUA com o ESTA. O documento é válido por dois anos ou até a data limite do passaporte, o que ocorrer primeiro. A taxa é de US$ 14 (cerca de R$ 52 na cotação atual). Com ele, o solicitante pode ficar até 90 dias em território norte-americano.

IMPORTANTE: O visto ESTA não é válido para estudantes e não permite qualquer tipo de trabalho remunerado. Além disso, pessoas que tenham antecedentes criminais ou alguma doença infecto-contagiosa terão o pedido recusado.

Para saber mais, leia aqui sobre o Programa de Isenção de Vistos (VWP) para os EUA.

Texto: Igor Nishikiori, com edição de Julio Simões